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Reconhecer os sinais também é uma forma de proteção!

por Isabelle Lourenço | 22 de agosto de 2026

A violência contra a mulher nem sempre começa com uma agressão física. Muitas vezes, ela aparece de forma silenciosa: no controle das roupas, das amizades e do dinheiro; em ameaças disfarçadas de ciúme; na humilhação dentro de casa; na tentativa de fazer a mulher acreditar que está exagerando ou que a culpa é dela. Reconhecer essas situações é um passo importante para interromper um ciclo que, muitas vezes, se constrói aos poucos.

Uma lei que protege:

O Agosto Lilás é uma campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa está relacionada à criação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que completou 20 anos em 2026 e criou mecanismos para prevenir e enfrentar a violência doméstica e familiar contra as mulheres.

A lei reconhece que violência não é apenas agressão física:

Como perceber que uma relação está se tornando violenta?

Nem sempre é fácil reconhecer a violência quando se está dentro dela. O comportamento abusivo pode ser confundido com preocupação, amor, ciúme ou cuidado.

Por isso, vale observar alguns sinais:

  • Você sente medo da reação do seu parceiro quando faz algo que ele não aprova?
  • Ele tenta controlar com quem você conversa, onde vai ou como se veste?
  • Ele controla seu dinheiro ou impede que você tenha autonomia financeira?
  • Ele diminui suas conquistas, ridiculariza suas opiniões ou faz você se sentir incapaz?
  • Você deixou de fazer coisas que gosta para evitar conflitos?
  • Você sente que precisa “pisar em ovos” para não provocar uma discussão?

Nenhuma dessas situações deve ser ignorada porque “ele estava nervoso”, “foi só uma vez” ou “depois ele se arrependeu”.

Em muitos relacionamentos abusivos, existe um ciclo: tensão, agressão, pedido de desculpas ou aparente arrependimento e um período de calmaria, até que as situações voltem a acontecer. Reconhecer esse ciclo pode ajudar a compreender que a responsabilidade pela violência não é da mulher.

Romper o ciclo pode levar tempo:

Sair de uma relação violenta nem sempre é uma decisão simples. Existem sentimentos, filhos, dependência financeira, medo, ameaças, isolamento e muitas outras questões envolvidas. Por isso, dizer simplesmente “é só terminar” pode aumentar ainda mais a sensação de culpa e solidão.

Se você vive uma situação de violência, procure alguém de confiança e, quando possível, busque orientação especializada para construir uma saída segura. Você não precisa enfrentar isso sozinha e não precisa esperar uma agressão física para pedir ajuda.

Na matéria da semana passada aqui na Voga, publicamos alguns canais de apoio que podem ser úteis para pessoas que vivem ou que presenciam alguma pessoa em situações semelhantes. Clique aqui e leia a matéria completa!

Vista essa causa no dia 28 de agosto!

Como parte da campanha, no dia 28 de agosto teremos o nosso Dia D do Agosto Lilás. Neste dia, convidamos todos os colaboradores a vestirem uma peça de roupa lilás, em apoio à campanha e como um gesto de conscientização sobre a importância do combate à violência contra a mulher.

#VicunhaContraAViolência  #Respeito  #DireitosDasMulheres

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