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Nossa Base é o Respeito: saiba identificar os sinais do assédio sexual

por Eduarda Costa | 9 de fevereiro de 2026

Infelizmente, podemos passar por situações constrangedoras no ambiente de trabalho, e talvez você já tenha se perguntado se aquilo que você sofreu foi assédio sexual. Hoje vamos aprender a identificar os sinais!

 

O assédio sexual pode acontecer de maneira muito sutil, nos deixando confusos, pode nos fazer pensar se aquilo realmente se trata de um crime ou se foi apenas um infortúnio. Em primeiro lugar, se algo feriu os seus limites, nunca considere um desconforto ou exagero.

Qualquer situação de teor sexual que tenha causado constrangimento, intimidação ou humilhação, seja em público ou privadamente, se trata de assédio sexual. Seja uma única mensagem de duplo sentido, um apelido sexualizado ou um comentário sobre seu corpo, se causou vergonha deve ser denunciado para averiguação. Não é uma brincadeira, é um crime.

O que vítimas de assédio sexual relatam é uma sensação de confusão após o ocorrido. Muitas acabam “congelando” diante da ação do abusador, não conseguem fugir, falar ou reagir. Nesse momento, é importante que a vítima compreenda que a culpa nunca é dela, que mesmo que ela tenha “travado” diante do fato, isso não faz com que ela carregue qualquer responsabilidade sobre o que aconteceu.

Quando a “brincadeira” não é brincadeira

Além disso, o assediador pode tentar minimizar a gravidade de suas ações, apresentando-as como “brincadeiras” ou como algo “normal” para desviar a atenção e descredibilizar a vítima.

Sinais de alerta: relembre comportamentos que configuram assédio

Reconhecer os sinais ajuda a diferenciar interações respeitosas de atitudes abusivas. Fique atento a comportamentos como:

Comentários e falas inadequadas

    • Piadas com conotação sexual;
    • Comentários sobre corpo, sexualidade, roupas ou aparência com teor íntimo;
    • Perguntas invasivas sobre vida sexual;
    • Convites insistentes, mesmo após recusa;
    • “Brincadeiras” constrangedoras diante de outras pessoas;

Condutas não verbais

    • Olhares insistentes ou invasivos;
    • Gestos obscenos;
    • Exibição de imagens ou conteúdos de teor sexual;
    • Mensagens, emojis ou conteúdos sugestivos enviados sem consentimento;

Contato físico indevido

    • Toques sem permissão;
    • Abraços ou aproximações forçadas;
    • Encostar repetidamente com desculpas;
    • Bloquear passagem ou invadir espaço pessoal;

Troca de favores ou ameaças

    • Promessas de benefícios em troca de atenção sexual;
    • Pressão para encontros com insinuação de vantagem profissional;
    • Ameaças veladas de prejuízo caso haja recusa;

 

Devemos sempre ficar alerta frente a esse tipo de situação. Tratar como algo sem importância pode fazer a situação se repetir com você ou com outras pessoas. Na próxima matéria, vamos falar sobre a diferença entre assédio e paquera. Até lá!

 

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